Situações engraçadas acontecem quando menos esperamos.
Professores acharem que o rei está na barriga, em universidades estaduais, é - na maioria dos casos - o normal. Mas alunos mostrarem que tem o poder é atípico.
Mas hoje, ver uma reunião de mestres que ostentam orgulho, bossalidade e doutorados é um capítulo a parte na minha formação acadêmica.
Enquanto informações trocadas e uma secretaria acadêmica esdrúxula (sim, isso é o mínimo que falo daqueles brutos!) levaram alunos a serem reprovados e um professor a levar um processo por isso, os egos começaram a se chocar em uma pequena sala.
Também, né, quantos doutores por metro quadrado existia ali?
Quem aguenta um homem tão metódico que fez de toda sua fala um processo formal extenso e cansativo, repetindo até os números de matrícula dos alunos envolvidos uma porção de vezes? Acredito que nem Buda suportaria tamanha antipatia.
Quem aguenta uma coisa tão simples não ter a mínima solução por comodidade? Olha, eu sei que o seu peixe pode morrer a qualquer momento, mas e o peixe dos outros, caramba?
É... O professor em questão nunca me enganou: é um palerma! Se recusa a abonar o seu maldito repouso para (talvez assim tentar) não prejudicar alunos dando um - talvez impossível - curso de férias, se recusar a dar uma solução. Se recusa a discutir com professores, que possuíam bem mais argumentos que aquele "bicha velha" (como uma mestra quase, por pouco, não o chamou).
Eu vi isso. Eu vejo isso.
E o melhor é que não posso, simplesmente, ficar calado.